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lua e viola

lua e viola

04
Mai18

Romance - Octávio Rocha

lua e viola

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Muitas vezes ficamos presos ao passado, seja nos lugares, nos amores que vivemos, e por aí vai... Assim, perdemos um tempo precioso sem notar que outros iguais ou até melhores estão ao nosso lado ou no nosso presente, nós é que não voltamos o nosso olhar para a direção certa, exatamente por ele está ainda fixado no passado.

Tudo isso para falar desse lindo soneto que eu conheço faz tempo, e hoje, por fim, descobri a sua autoria graças à intenet. Olha só o que encontrei no site do poeta J. G. de Araújo Jorge, na pagina onde ele divulga sonetos de outros autores:
Ele diz:

"Numa crônica anterior, “ Sonetos Imortais”, referindo-nos aos poetas que se imortalizaram apenas por um soneto, citamos “Romance” de Octávio Rocha, que retiramos de velho recorte do “Correio da Manhã” de mais de vinte anos, com um comentário em que o redator Aédo de Carvoliva informa que o transcrevia de uma revista, e estranhava não conhecer o poeta.

Este soneto, que agora incluímos em nova edição de nossa antologia “Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou”, volume I, (Poesia Brasileira), já se encontra identificado. Recebemos uma carta do poeta, que vive atualmente em Campinas, é jornalista, colabora no jornal “Correio Popular”, nasceu em Mogi-Mirim, e conta 76 anos. Teve conhecimento de nossa c rônica por intermédio de uma filha, residente em S. Paulo, leitora da revista. Trata-se realmente de um belo soneto lírico, cuja idéia é um verdadeiro “achado”, uma novidade, dentro do mais velho e do mais difícil dos temas: o Amor.

Como sugeri ao seu autor uma pequena modificação, simples apara, em dois versos, para que o soneto ganhasse em inteireza, sugestão que ele recebeu de bom grado, vou transcreve-lo novamente, para quem não o recortou":


“- Venha me ver sem falta, estou velhinha.
Iremos recordar nosso passado.
A sua mão quero apertar na minha,
quero sonhar ternuras ao seu lado...

Respondi, pressuroso, numa linha:
“ - Perdoa-me não ir... ando ocupado...”
Amei-a tanto, quando foi mocinha,
e de tal modo, também fui amado.

Passou a mocidade, num relance...
Hoje, estou velho, velha está... Suponho
que perdeu da beleza os vivos traços...

Não quero ver morrer nosso romance:
“ - prefiro tê-la, jovem, no meu sonho,
do que, velha, aperta-la nos meus braços!”



©Octávio Rocha, Romance
Imagem do filme "O regresso para Bountiful"

 

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