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lua e viola

lua e viola

26
Abr18

Carlos Nejar

lua e viola

8.jpg

... um belo poema de Carlos Nejar, com a belíssima fotografia de António José Cravo
 

Os anos, Elza, já não gravam nada,
porque gravamos nós o tempo todo.
O teu cuidar, faz-me animar o fogo
e cada dia em nós, jamais se apaga.

Provados somos e o provar é um gomo
desta romã partida pelas águas.
Somos o fruto, somos a dentada
e a madureza de ir no mesmo sonho.

Os anos, Elza, não consertam mágoas,
mas as mágoas não correm, se corremos.
Não encanece a luz, onde são remos

da limpa madrugada, os nossos corpos.
Amamos. No existir estamos soltos,
soltos de imensidão entre as palavras.


© Carlos Nejar, Soltos de imensidão

 

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